Há meio século, a prática de purificar a água até o infinito - seguida pelos alquimistas de todos os tempos - era olhada pelos racionalistas como uma simples manifestação patológica ou uma crendice tôla.
Hoje, no entanto, não se faz outra coisa no preparo do silício e do germânio puros usados nos transístores, operação chamada de fusão de zona. Como esse, milhares de princípios alquímicos foram reavaliados pela física moderna.
Com as diferenças trazidas pelo aperfeiçoamento, o material empregado hoje (as balanças, os almofarizes, os crisóis e os instrumentos de medir) é basicamente o mesmo que o utilizado pelos alquimistas medievais. As operações de tratamento da matéria eram bem diversas, no entanto, de tudo quanto hoje se faz num laboratório.
A primeira tarefa do alquimista consistia em decifrar os velhos textos, sempre escritos em código ou numa linguagem onde o duplo sentido era comum. Por aí começavam os exercícios de paciência e humildade. Depois vinham as misturas no almofariz: pirita arseniosa com prata, chumbo com ferro, além de um ácido, que podia ser o tartárico ou o cítrico, conforme o autor e a época. Depois de moer essa massa, num mesmo ritmo e sem qualquer vestígio de pressa ou desejo de obter logo um resultado, o alquimista devia deixar envelhecer a mistura. No momento recomendado tudo seria aquecido ao crisol, onde a temperatura devia ser aumentada muito vagarosamente, durante cerca de um mês.
Chegava-se aí a uma fase importante das operações: a dissolução. A procura de um bom dissolvente exigia muita prática e bom senso por parte do alquimista. O ácido sulfúrico e o ácido acético eram sugestões aceitáveis, conforme o que se quisesse obter. A operação devia ser realizada sob a luz polarizada (o luar, na cheia, por exemplo) e, durante muitos anos, toda a operação devia ser realizada de novo, até acontecer a transmutação. Para que assentasse o espírito do Universo, era necessário a chamada "paciência santa". Se o operador esperasse muito ardentemente por isso, poria tudo a perder porque seu próprio comportamento seria afetado por aquele estado de espírito.
Caso contrário, isto é, se trabalhasse com dedicação e amor sempre renovados pela simples fidelidade aos mestres da alquimia, a transmutação poderia ocorrer. Quer no crisol, quer dentro do alquimista, conforme sua natureza e os seus desejos.
Hoje, no entanto, não se faz outra coisa no preparo do silício e do germânio puros usados nos transístores, operação chamada de fusão de zona. Como esse, milhares de princípios alquímicos foram reavaliados pela física moderna.
Com as diferenças trazidas pelo aperfeiçoamento, o material empregado hoje (as balanças, os almofarizes, os crisóis e os instrumentos de medir) é basicamente o mesmo que o utilizado pelos alquimistas medievais. As operações de tratamento da matéria eram bem diversas, no entanto, de tudo quanto hoje se faz num laboratório.
A primeira tarefa do alquimista consistia em decifrar os velhos textos, sempre escritos em código ou numa linguagem onde o duplo sentido era comum. Por aí começavam os exercícios de paciência e humildade. Depois vinham as misturas no almofariz: pirita arseniosa com prata, chumbo com ferro, além de um ácido, que podia ser o tartárico ou o cítrico, conforme o autor e a época. Depois de moer essa massa, num mesmo ritmo e sem qualquer vestígio de pressa ou desejo de obter logo um resultado, o alquimista devia deixar envelhecer a mistura. No momento recomendado tudo seria aquecido ao crisol, onde a temperatura devia ser aumentada muito vagarosamente, durante cerca de um mês.
Chegava-se aí a uma fase importante das operações: a dissolução. A procura de um bom dissolvente exigia muita prática e bom senso por parte do alquimista. O ácido sulfúrico e o ácido acético eram sugestões aceitáveis, conforme o que se quisesse obter. A operação devia ser realizada sob a luz polarizada (o luar, na cheia, por exemplo) e, durante muitos anos, toda a operação devia ser realizada de novo, até acontecer a transmutação. Para que assentasse o espírito do Universo, era necessário a chamada "paciência santa". Se o operador esperasse muito ardentemente por isso, poria tudo a perder porque seu próprio comportamento seria afetado por aquele estado de espírito.
Caso contrário, isto é, se trabalhasse com dedicação e amor sempre renovados pela simples fidelidade aos mestres da alquimia, a transmutação poderia ocorrer. Quer no crisol, quer dentro do alquimista, conforme sua natureza e os seus desejos.
2 comentários:
Inteligente e legal, seo texto é demais ;DD
Espero sua visita :D
Boa quiiiiiiinta \o
http://tiomah.blogspot.com
Eu de novo \o/ Marcando presença sempre :DD Desejo a vs um bom final de semana e espero seo comments ;D
http://tiomah.blogspot.com
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